It's all the dreams that never came true, 'cause you're too damn scared to try.
9 de abril de 2013
1° Crônica: Lembranças
Meu filho era um moço moreno, forte,alegre, bondoso, sonhava em conhecer o exterior; um dia se encantou com uma mineirinha, que vendia queijo, casaram-se, e se mudaram para Araxá.
Já meu neto um menino espuleta, um tantinho mais escuro, nas vésperas do natal, morreu baleado lá no morro, perto de casa. Isso porque antes seu pai também já havia morrido baleado, em confronto, na esquina do Banco.
Minha neta, uma moça mais requintada, loirinha do cabelo bom, foi ganhar esse mundão a fora, com uma história de ser modelo manequim; vá entender.
Bem antes disso meu marido, e minha querida filha já tinham partido, em um trágico e violento acidente de transito.
O último e meu mais bem cuidado neto a partir, foi Bentinho aquele menino mulato de olhos esbugalhados, que vivia a chutar uma bola, que a muito custo, eu, comprara para ele. Este que sempre dizia, que seria jogador de futebol, que ganharia muito dinheiro e me levaria com ele. Realmente se tornou um grande jogador, o que não se cumpriu foi a atenção prometida, a essa velha avó.
Hoje já aqui sozinha, o que me resta são lembranças. Lembrança deles, nesta casa. Lembranças até do cheirinho da mexerica ''fofoqueira'' que os meninos descascavam, toda tarde. Lembrança dos tempos bons, que ficaram bem lá trás. Atrás, de um tempo que não volta mais, e o que me resta é a solidão,e o que me consola é saber que a tal da morte que muitas vezes na minha casa veio bater, não tarda a mim chegar.
S.Mares
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